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Estrelas | Entrevista com o astrônomo Eduardo Seperuelo Duarte - PARTE 4

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O tema desta entrevista é "Estrelas". Conversamos com o astrônomo Eduardo Seperuelo Duarte a respeito de uma estrela hipergigante, na fase de Variável Luminosa Azul, que foi observada por astrônomos de 2001 a 2011, quando sumiu misteriosamente. Ela estava na Galáxia Anã Kinman que fica a aproximadamente 75 milhões de anos luz da gente. Esta é a quarta e última parte da entrevista onde Eduardo dá um aspecto geral da composição e formação das estrelas. Siga o Eduardo Duarte no Instagram: @eduardoseperuelo https://www.instagram.com/eduardoseperuelo Deixe nos comentários suas dúvidas sobre o tema da entrevista.

Estrelas | Entrevista com o astrônomo Eduardo Seperuelo Duarte - PARTE 3

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O tema desta entrevista é "Estrelas". Conversamos com o astrônomo Eduardo Seperuelo Duarte a respeito de uma estrela hipergigante, na fase de Variável Luminosa Azul, que foi observada por astrônomos de 2001 a 2011, quando sumiu misteriosamente. Ela estava na Galáxia Anã Kinman que fica a aproximadamente 75 milhões de anos luz da gente. Esta é a terceira parte de uma entrevista dividida em quatro partes, onde Eduardo dá um aspecto geral da composição e formação das estrelas. Siga o Eduardo Duarte no Instagram: @eduardoseperuelo https://www.instagram.com/eduardoseperuelo

Você sabia? 🤓

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Você sabia que é muito provável que ω Centauri, um aglomerado globular massivo situado na constelação de Centaurus, seja o núcleo remanescente de uma galáxia anã que foi engolida por nossa galáxia? Imagem do aglomerado globular ω Centauri (NGC 5139) sob a lente de Fred Lehman (South Florida Dark Sky Observers). Referências: GUERÇO, Rafael 2016, Qualificação de doutorado, Título: Aglomerados Globulares ( https://www.researchgate.net/publication/299398644_Globular_Clusters_in_Portuguese ) SHAPLEY, H., The Astrophysical Journal, v. 48, p. 154-182, 1918. BICA, E., BONATTO, C., BARBUY, B. & ORTOLANI, S., Astronomy & Astrophysics, v. 450, p. 105-115, 2006. GHEZ, A.M., SALIM, S., WEINBERG, N., LU, J., DO, T., DUNN, J.K., MATTHEWS, K., MORRIS, M., YELDA, S. & BECKLIN, E.E, International Astronomical Union, v. 248, p. 52-58, 2008.

Aglomerados globulares e o quão distante estamos do Centro da Via Láctea!

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Em 1914, Harlow Shapley iniciou a publicação de uma série de artigos sobre aglomerados globulares responsáveis por uma revolução na compreensão da estrutura da Via Láctea. Em 1918, Shapley argumentou que os aglomerados globulares estão distribuídos ("espalhados") por todo o halo Galáctico e que o centro desta distribuição coincide com o centro da Galáxia. Na figura temos uma representação da estrutura da nossa galáxia. Podemos ver representados o centro Galáctico (Galactic center), o bojo Galáctico (Galactic bulge), o disco Galáctico (Galactic disk) e finalmente o halo Galáctico (Galactic halo). É interessante notar que os aglomerados globulares (Globular clusters), representados na Figura por esferas, estão espalhados por todo o halo Galáctico. Valendo-se disto, Shapley estimou que a distância do Sol ao centro da Via Láctea era de 15 quiloparsec (aproximadamente 48924 anos-luz, o que significa que a luz levaria 48924 anos para percorrer esta distância no vácuo). No entant...

Aglomerados Estelares!

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Quando estrelas se formam, elas o fazem a partir de grandes nuvens de gás molecular. Isso significa que elas se formam em grupos ou aglomerados de estrelas, já que as nuvens moleculares possuem centenas de massas solares de gás. Após o gás remanescente da formação estelar ser aquecido e ejetado, as estrelas se aglomeram por interação gravitacional. Os aglomerados de estrelas variam bastante em suas estruturas, luminosidades e em elementos químicos mais pesados do que o hélio (chamados pelos astrônomos de metais <-- Foi mal aí químicos!). Os aglomerados mais compactos, luminosos e de menos metalicidade são classificados como aglomerados globulares, enquanto que os aglomerados menos compactos, menos luminosos e ricos em metais são chamados de aglomerados abertos. Estes aglomerados ocupam uma condição muito especial graças à uniformidade das propriedades físicas das estrelas dentro de cada um destes sistemas, uma vez que estes são formados dentro de uma mesma nuvem de gás e poeira. Fig...

Estrelas | Entrevista com o astrônomo Eduardo Seperuelo Duarte - PARTE 2

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O tema desta entrevista é "Estrelas". Conversamos com o astrônomo Eduardo Seperuelo Duarte a respeito de uma estrela hipergigante, na fase de Variável Luminosa Azul, que foi observada por astrônomos de 2001 a 2011, quando sumiu misteriosamente. Ela estava na Galáxia Anã Kinman que fica a aproximadamente 75 milhões de anos luz da gente. Esta é a segunda parte de uma entrevista dividida em quatro partes, onde Eduardo dá um aspecto geral da composição e formação das estrelas. Siga o Eduardo Duarte no Instagram: @eduardoseperuelo

Estrelas | Entrevista com o astrônomo Eduardo Seperuelo Duarte - PARTE 1

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O tema desta entrevista é "Estrelas". Conversamos com o astrônomo Eduardo Seperuelo Duarte a respeito de uma estrela hipergigante, na fase de Variável Luminosa Azul, que foi observada por astrônomos de 2001 a 2011, quando sumiu misteriosamente. Ela estava na Galáxia Anã Kinman que fica a aproximadamente 75 milhões de anos luz da gente. Esta é a primeira parte de uma entrevista dividida em quatro partes, onde Eduardo dá um aspecto geral da composição e formação das estrelas. Siga o Eduardo Duarte no Instagram: @eduardoseperuelo
Em um sistema planetário jovem localizado na constelação da Mosca a cerca de 300 anos-luz e com apenas 17 milhões de anos (nosso sistema solar tem cerca de 4,5 bilhões de anos), foram observados diretamente 2 exoplanetas gigantes orbitando uma estrela tipo Sol, a TYC 8998-760-1. Para este feito foi utilizado o instrumento SPHERE montado no Very Large Telescope (VLT) da ESO. "Até agora, os astrônomos nunca tinham observado de forma direta mais do que um exoplaneta em órbita de uma estrela do tipo solar." Porém é muito fácil confundir os brilhos dos planetas com o de estrelas que estejam localizadas na mesma região do céu. Para poder confirmar que os objetos observados eram de fato exoplanetas os astrônomos observaram o sistema durante todo o ano de 2019 para verificar se os objetos observados orbitavam a estrela (ou seja faziam o movimento de translação em torno dela), o que de fato foi confirmado. Também analizaram dados antigos de outras observações feitas des...

Método utilizado pelos astrônomos para observar diretamente os exoplanetas em torno da estrela TYC 8998-760-1

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Método utilizado pelos astrônomos para observar diretamente os exoplanetas em torno da estrela TYC 8998-760-1. Observar exoplanetas de forma direta não é algo comum. Em geral os astônomos utilizam métodos de detecção indiretos, a exemplo da Velocidade Radial que mede as variações na velocidade em que a estrela se afasta ou se aproxima de nós e do método de Trânsito que é a análise da variação da luminosidade que ocorre quando um planeta passa na frente da estrela. Os astrônomos estavam em busca de Sistemas Planetários jovens orbitando estrelas tipo Sol, o fato de ser Jovem faz com que esses exoplanetas sejam quentes e um bocado brilhantes emitindo bastante radiação no infravermelho, ao contrário de exoplanetas mais velhos e mais frios. Porém a radiação emitida pela estrela ainda seria um desafio pois ofuscaria os exoplanetas que a orbitam, é aí que entra o intrumento SPHERE (segunda imagem dessa postagem) que foi montado no Very Large Telescope (VLT) da ESO, ele bloqueia a luz brilhant...

Sistema Planetário jovem orbitando uma estrela tipo Sol é observado diretamente!

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Utilizando o instrumento SPHERE montado no Very Large Telescope (VLT) da ESO astrônomos obtiveram imagens diretas de um sistema planetário jovem orbitando uma estrela tipo Sol, a TYC 8998-760-1. Foram observados dois exoplanetas gasosos, o planeta TYC 8998-760-1b o mais próximo da estrela com 14 vezes o tamanho de Júpiter (maior e mais massivo planeta do nosso Sistema Solar) e o planeta TYC 8998-760-1c mais distante da estrela tem 6 vezes a massa de Júpiter. Eles também estão muito mais distantes da estrela que óbitam do que os nossos planetas gasosos estão distante do nosso Sol, o planeta TYC 8998-760-1b mais próximo de TYC 8998-760-1 está a 160 vezes a distância Terra-Sol e o mais distante TYC 8998-760-1c está a 320 vezes essa distância. “A nossa equipe capturou a primeira imagem de dois companheiros gigantes gasosos que orbitam uma estrela jovem parecida com o Sol,” disse Maddalena Reggiani, pesquisadora de pós-doutorado na KU Leuven, Bélgica, que participou do estudo. Fonte https:/...

Procura-se uma estrela!

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Uma estrela Hipergigante, na fase de Variável Luminosa Azul, foi observada pelos astrônomos de 2001 a 2011, quando sumiu misteriosamente. Ela estava na Galáxia Anã Kinman que fica a aproximadamente 75 milhões de anos luz da gente. Esse tipo de estrela supermassiva está na maioria das vezes encoberta por nuvens de gás e poeira. Porém quando entra na fase de Variável Luminosa Azul ela libera muita radiação e fica mais fácil detectá-la, ela fica bem mais brilhante. Segundo os modelos astronômicos depois dessa fase a estrela termina sua vida em um evento catastrófico, a supernova. Porém não foi isso que rolou com a Hipergigante de Kinman, ela simplesmente sumiu! Em 2019 Andrew Allan que faz doutorado no Trinity College Dublin, e sua equipe apontaram ao mesmo tempo os 4 telescópios de 8 metros do Very Large Telescope (VLT) para onde estaria a estrela na Galáxia Anã Kinman, e nada! Eles formularam hipóteses sobre o que pode ter ocorrido: (i) Hipergigante perdeu tanta massa que seu brilho red...